Quem fez a formação e trava na aplicação
Você domina o modelo no papel e sente que a sessão não acompanha. A conceituação fica genérica, as técnicas vivenciais dão medo, e a sensação é de estar fazendo TCC com vocabulário novo.
Para psicólogos
Você fez a formação. Sabe os 18 esquemas, os cinco domínios, os modos. Consegue explicar tudo isso com clareza. E aí chega a sessão de quinta-feira, o paciente entra em protetor desligado, e você não sabe o que fazer com os quarenta minutos que restam.
Supervisão clínica em Terapia do Esquema para psicólogos, nos formatos individual e em grupo, on-line para todo o Brasil e presencial em Brasília. Conduzida por Alexandre Oliveira (CRP 01/27421) e Bruna Alencar (CRP 01/28939), autores do livro Relações Respeitosas.
A Terapia do Esquema é uma abordagem generosa em teoria e exigente em execução. Os conceitos são elegantes e se aprendem rápido. A prática é outra coisa: envolve sustentar afeto intenso na sala, conduzir uma imagem mental sem se perder no meio, confrontar sem romper o vínculo e reconhecer, em tempo real, quando o que está travando a sessão é o seu próprio esquema — e não o do paciente.
Nenhuma dessas habilidades se aprende lendo. Elas se aprendem levando casos reais para alguém que já passou por eles, repetidas vezes, até que a intervenção deixe de ser um procedimento decorado e vire repertório disponível.
É comum o profissional achar que precisa de mais um curso quando o que falta é supervisão. Curso ensina o mapa. Supervisão ensina a dirigir.
E há um ponto que raramente se admite em voz alta: a solidão do consultório. Boa parte dos psicólogos clínicos trabalha sozinha, toma decisões difíceis sozinha e carrega sozinha os casos que não avançam. Supervisão também é o lugar onde esse peso deixa de ser individual.
Você domina o modelo no papel e sente que a sessão não acompanha. A conceituação fica genérica, as técnicas vivenciais dão medo, e a sensação é de estar fazendo TCC com vocabulário novo.
Você tem consultório e bagagem, e agora precisa de outra postura: menos protocolo e mais relação, menos discussão de evidências e mais trabalho com afeto. A transição tem armadilhas conhecidas — e supervisão encurta esse caminho.
Os primeiros anos concentram as maiores dúvidas e a menor rede de apoio: contrato terapêutico, manejo de risco, quando encaminhar, como sustentar o próprio lugar. Aqui a supervisão vai além da abordagem.
Atendemos psicólogos já formados e inscritos no CRP. Supervisão de estágio de graduação tem regras próprias e vínculo com a instituição de ensino, e não é o serviço oferecido aqui.
Sair da lista de esquemas identificados e chegar a uma formulação que explique a história do paciente e oriente as próximas sessões. Conceituação boa não é a que descreve — é a que permite prever o que vai acontecer na relação terapêutica.
Reconhecer a virada de modo dentro da sessão e responder a ela. O que fazer quando o protetor desligado assume e a conversa fica racional e sem afeto; como acessar a criança vulnerável sem invadir; como responder ao modo parental punitivo sem entrar em discussão com ele.
Imagens mentais e diálogos com cadeiras são onde a abordagem acontece — e onde mais gente hesita. Trabalhamos a condução passo a passo: como iniciar, o que fazer quando o paciente não visualiza, como conduzir a reescrita da cena e como fechar com segurança.
Onde ficam os limites entre acolher e sustentar. Como confrontar um padrão sem que o paciente sinta crítica, e como manter a firmeza quando o esquema dele pressiona você a ceder. É aqui que a abordagem exige mais do terapeuta — e o que costuma render mais em supervisão.
O terapeuta com esquema de autossacrifício estende sessões e não cobra faltas. O de padrões inflexíveis se irrita com o paciente que não faz as tarefas. O de busca de aprovação evita confrontar. Reconhecer o próprio esquema em ação é uma das contribuições mais específicas que a supervisão em Terapia do Esquema oferece.
O paciente que falta sempre, o que concorda com tudo e não muda nada, o processo que estacionou há meses. Impasse costuma ter lógica — e a lógica costuma aparecer quando outra pessoa olha o caso.
Diferencial
Boa parte dos pacientes em psicoterapia usa psicofármacos, e quase nenhuma formação em Psicologia prepara para isso. O resultado é uma lacuna silenciosa: o paciente relata embotamento afetivo e o terapeuta não sabe se está diante de uma defesa psíquica, de um efeito do medicamento, ou dos dois.
Bruna Alencar é psicóloga (CRP 01/28939) e farmacêutica (CRF-DF 3040), com mestrado e doutorado em Ciências Farmacêuticas pela UnB. Essa dupla formação permite uma supervisão que praticamente não existe no país — e que trata de perguntas concretas:
A supervisão não autoriza o psicólogo a prescrever, ajustar ou suspender medicação — atribuições do médico prescritor. O objetivo é o oposto: dar clareza sobre onde termina o campo do psicólogo, para que o encaminhamento aconteça na hora certa e com a informação certa. Veja também a Consultoria Farmacêutica, serviço voltado a pacientes.
Os dois formatos ensinam coisas diferentes, e muitos profissionais acabam combinando os dois. Abaixo, o que cada um oferece.
| Individual | Em grupo | |
|---|---|---|
| Tempo dedicado a você | A sessão inteira | Dividido entre os participantes |
| Profundidade por caso | Alta, com acompanhamento continuado | Moderada, com foco em recortes |
| Aprender com outros casos | Não se aplica | É o principal ganho |
| Treino de técnicas vivenciais | Na própria sessão, passo a passo | Em demonstração e dramatização |
| Efeito sobre a solidão clínica | Reduz | Reduz muito — há pares na mesma situação |
| Investimento | Maior | Mais acessível |
Frequência, duração e valores são definidos no primeiro contato, de acordo com o formato e com o seu momento profissional.
Você conta seu momento profissional, sua formação e o que espera da supervisão. Definimos juntos o formato mais adequado — e, se entendermos que outro caminho serve melhor, dizemos isso.
Formalizamos por escrito objetivos, frequência, valores, regras de sigilo e — ponto essencial — o registro de que a responsabilidade técnica pelos atendimentos permanece com você. É a prática recomendada pelos Conselhos de Psicologia.
Por videochamada, ou presencialmente em Brasília. Você traz o caso com o material que tiver: história de desenvolvimento, sua conceituação, o que travou e — quando houver consentimento do paciente — trechos gravados da sessão, que são especialmente úteis.
De tempos em tempos, olhamos para o percurso: o que mudou na sua prática, o que ainda trava, se o formato continua adequado. Supervisão sem revisão vira rotina — e rotina não desenvolve.
Para psicólogos já formados, a supervisão não é obrigatória — mas é fortemente recomendada pelos Conselhos de Psicologia, que a associam ao dever ético de aprimoramento contínuo previsto no Código de Ética Profissional. A recomendação é especialmente enfática diante de insegurança clínica, casos complexos ou questões éticas delicadas.
Também não há, no Brasil, exigência de credenciamento para atuar como supervisor: o requisito é ser psicólogo com registro ativo no CRP e ter experiência comprovada na área. A recomendação prática é formalizar a supervisão por contrato, com objetivos, regras de sigilo e o registro explícito de que a responsabilidade técnica permanece com o supervisionado — que é exatamente como conduzimos.
Vale distinguir da supervisão de estágio, que possui regulamentação própria do CFP e pressupõe vínculo com a instituição de ensino. Não é o serviço oferecido nesta página.
Psicólogo Clínico Sênior · CRP 01/27421
Mais de 15 anos de prática clínica, especializado em Terapia do Esquema e TCC, com atuação em processos longos e em terapia de casal. Supervisiona conceituação de caso, trabalho com modos, condução de técnicas vivenciais e manejo da relação terapêutica — incluindo os impasses em que o esquema do próprio terapeuta entra em cena.
Psicóloga e Farmacêutica · CRP 01/28939 · CRF-DF 3040
Psicóloga clínica e farmacêutica, mestre e doutora em Ciências Farmacêuticas pela UnB, com especialização em Segurança do Paciente. Além da supervisão em Terapia do Esquema, conduz a frente voltada ao acompanhamento de pacientes que usam psicofármacos — uma combinação de formações rara na supervisão brasileira.
Somos co-autores de Relações Respeitosas (Editora Viseu, 2025), que aplica a Terapia do Esquema aos padrões de escolha afetiva, com mais de 300 avaliações cinco estrelas na Amazon Brasil. Se quiser conhecer nossa leitura da abordagem antes de marcar uma conversa, o guia completo de Terapia do Esquema é um bom ponto de partida.
Dúvidas
Se você tem um caso que não avança, uma técnica que não consegue conduzir ou apenas a sensação de estar clinicando no escuro, comece por uma conversa.
Conversar sobre supervisãoVeja também: guia de Terapia do Esquema · consultoria farmacêutica · quem somos
Serviço destinado a psicólogos com registro ativo no CRP. A supervisão não transfere a responsabilidade técnica e ética pelos atendimentos, que permanece com o profissional supervisionado. Alexandre Oliveira — CRP 01/27421 · Bruna Alencar — CRP 01/28939 | CRF-DF 3040.