Terapia em português do Brasil

Psicólogo brasileiro para quem mora na Irlanda

Era para ser um intercâmbio de alguns meses. Virou emprego, quarto dividido, um inverno escuro às quatro da tarde — e uma pergunta que volta toda semana: fico ou volto?

Atendemos on-line, em português do Brasil, brasileiros que vivem em Dublin, Cork, Galway, Limerick e em qualquer outra cidade da Irlanda. O trabalho é feito com Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental, em sessões que cabem no fim do dia irlandês.

"Fico ou volto?"

Muita gente chega à Irlanda para estudar inglês, com prazo para voltar. O prazo passa, a vida vai se organizando — e a decisão que parecia simples vira um impasse. Ficar significa enfrentar vistos, aluguel, trabalho e mais um inverno. Voltar significa encarar a sensação de não ter dado certo, mesmo quando deu.

Enquanto a pergunta não se resolve, a vida fica em suspenso: difícil investir em relações, em carreira, em casa. E, como de longe tudo parece aventura, fica difícil dizer para quem está no Brasil o quanto isso cansa.

A terapia não decide por você. Ajuda a separar o que é escolha do que é medo — de ficar e de voltar.

Com frequência, a dificuldade de decidir não está nas condições práticas, mas no que cada opção ativa: o medo de fracassar, a culpa com a família, a sensação de que precisa provar alguma coisa. Quando isso fica claro, a decisão costuma ficar possível.

O que costuma aparecer nas sessões de quem mora na Irlanda

Nenhum desses temas significa que a mudança foi um erro. São reações previsíveis a uma transição grande — e todas melhoram quando trabalhadas.

Moradia instável

Aluguel caro, quartos divididos com desconhecidos, mudanças a cada poucos meses. Sem um lugar que seja seu, é difícil descansar de verdade — e mais difícil ainda sentir que a vida nova começou.

O inverno longo

Dias curtos, céu cinza, chuva fina por semanas. Para quem vem de um país de sol, a mudança de luz pesa no humor, no sono e na disposição — e às vezes é confundida com fraqueza ou falta de gratidão.

Trabalho abaixo da qualificação

Formado no Brasil, trabalhando em limpeza, cozinha ou entrega. Pode ser uma fase escolhida — e ainda assim mexer fundo com a autoestima, sobretudo para quem já tem um padrão de autocrítica.

Vistos e prazos

Renovações, limites de tempo como estudante, a corrida por um contrato que permita ficar. Viver contando os meses até o próximo prazo mantém o corpo em alerta e a vida em modo provisório.

Amizades que vão embora

A comunidade brasileira é grande, mas rotativa: o melhor amigo do semestre volta para o Brasil, a turma se desfaz, e é preciso recomeçar. Muitos vínculos, poucos que duram.

O inglês do dia a dia

O sotaque irlandês, a fala rápida no pub, a piada que não deu para acompanhar. Mesmo com um bom inglês, a sensação de estar sempre um passo atrás cansa e afasta.

Família longe e culpa de ter ido

Pais envelhecendo, datas perdidas, notícias difíceis recebidas por mensagem. E a cobrança, às vezes silenciosa, de que tudo esteja valendo a pena.

Relacionamentos no meio do caminho

Namoros à distância com quem ficou no Brasil, casais que vieram juntos e passaram a querer coisas diferentes, recomeços amorosos na pressa de não estar só — com o risco de repetir velhos padrões.

Por que fazer terapia em português

Falar inglês no trabalho é uma coisa; falar de saudade, de infância e de medo em inglês é outra. A sua memória afetiva foi gravada em português, e em outra língua existe sempre uma etapa de tradução entre o que você sente e o que consegue dizer — uma etapa que filtra intensidade.

O trabalho é feito com a Terapia do Esquema, que olha para os padrões emocionais formados na infância — ligados a abandono, aceitação, exigência e desconfiança. Esses padrões acompanham a pessoa em qualquer país. O que a mudança retira é o amortecedor: a família perto, os amigos de sempre, a rotina conhecida. Por isso é comum que questões antigas voltem com força alguns meses depois da chegada.

Não é recaída nem sinal de que a decisão foi errada: é a oportunidade de tratar o que estava sendo contornado.

Horários no fuso da Irlanda

Atendemos de segunda a sexta, das 07h às 20h no horário de Brasília. Como a Irlanda adota horário de verão e o Brasil não, a diferença muda duas vezes por ano:

Período Diferença para Brasília Nosso horário, na hora da Irlanda
Horário de verão
último domingo de março ao último domingo de outubro
+4h das 11h à meia-noite
Horário de inverno
último domingo de outubro ao último domingo de março
+3h das 10h às 23h

Na prática, para quem trabalha ou estuda durante o dia, as sessões costumam caber no fim do dia irlandês, entre 18h e 22h — que corresponde à tarde de Brasília. Para quem trabalha em turnos, encontramos a janela que funciona. O horário é combinado no agendamento e mantido fixo; na virada do horário de verão, avisamos com antecedência.

Como começar

  1. 1

    Você faz um cadastro rápido

    Em Agendar bate-papo, deixe seu contato e os horários em que pode ser atendido. Não precisa escrever nem explicar nada antes.

  2. 2

    Nós entramos em contato

    Conversamos brevemente para entender o que você procura e indicar quem faz mais sentido: Alexandre atua em processos mais longos e em terapia de casal; Bruna soma à psicoterapia a formação farmacêutica, útil para quem já usa medicação.

  3. 3

    Primeira sessão por videochamada

    Você só precisa de internet estável e de um lugar reservado — o que, em casa compartilhada, às vezes significa fazer a sessão no carro, numa sala do trabalho ou com fone de ouvido no quarto. No início, formalizamos o contrato terapêutico.

Pagamento em real ou em euro

Quem mantém conta no Brasil paga por PIX ou transferência. Quem prefere pagar em euro pode usar a Wise, com conversão pela cotação real e taxas menores que as de um banco tradicional. O atendimento é particular, com emissão de recibo — útil para quem tem seguro de saúde na Irlanda com cobertura de reembolso, conforme as regras do plano.

Sobre a regulamentação: o atendimento psicológico on-line é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia nas Resoluções CFP nº 11/2018 e nº 04/2020, que autorizam o atendimento a pessoas fora do território brasileiro. A relação terapêutica é regida pela legislação brasileira, o que é formalizado no contrato terapêutico.

Quem vai lhe atender

Alexandre Oliveira

Psicólogo Clínico Sênior · CRP 01/27421

Especialista em TCC e Terapia do Esquema, com mais de 15 anos de prática. Atua em processos terapêuticos mais longos e em terapia de casal — inclusive com casais separados entre a Irlanda e o Brasil.

Bruna Alencar

Psicóloga e Farmacêutica · CRP 01/28939 · CRF-DF 3040

Psicóloga clínica e farmacêutica, mestre e doutora em Ciências Farmacêuticas pela UnB. Conduz também a Consultoria Farmacêutica, útil para quem começou um tratamento no Brasil e precisa entender o equivalente do medicamento na Irlanda.

Somos co-autores do livro Relações Respeitosas (2025), com mais de 300 avaliações cinco estrelas na Amazon Brasil. Conheça nossa trajetória completa.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Posso fazer terapia com psicólogo brasileiro morando na Irlanda?
Sim. O atendimento psicológico on-line é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia nas Resoluções nº 11/2018 e nº 04/2020, que autorizam o atendimento a pessoas que estejam fora do território brasileiro. A relação terapêutica é regida pela legislação brasileira, o que é formalizado no contrato terapêutico no início do processo. Os dois psicólogos são inscritos no Conselho Regional de Psicologia e cadastrados na plataforma e-Psi do CFP.
Qual é o horário das sessões no horário da Irlanda?
Atendemos de segunda a sexta, das 07h às 20h no horário de Brasília. Na Irlanda, isso corresponde às 11h até a meia-noite durante o horário de verão (do último domingo de março ao último domingo de outubro) e às 10h até as 23h no restante do ano. Para quem trabalha ou estuda durante o dia, as sessões costumam caber no fim do dia irlandês, entre 18h e 22h. Para quem trabalha em turnos, encontramos a janela que funciona.
Vim fazer intercâmbio e não sei se fico ou volto. A terapia ajuda?
Ajuda, mas não decidindo por você. Com frequência, a dificuldade de decidir não está nas condições práticas, e sim no que cada opção desperta: o medo de fracassar, a culpa com a família, a sensação de que voltar é admitir que não deu certo. Quando esses medos ficam claros, a decisão costuma se tornar possível — e, qualquer que seja, mais tranquila.
O inverno irlandês pode afetar o meu humor?
Pode, e isso é comum. Dias curtos, pouca luz e muita chuva afetam o sono, a disposição e o humor, sobretudo de quem vem de um país de sol. Muitas vezes a pessoa interpreta esse abatimento como fraqueza ou ingratidão, quando há uma explicação concreta. Vale conversar sobre isso em terapia e, se os sintomas forem intensos, procurar também avaliação médica.
Moro em casa compartilhada. Como faço sessão com privacidade?
É uma situação muito comum entre brasileiros na Irlanda, e há soluções. Muitos pacientes fazem a sessão com fone de ouvido no quarto, no carro, numa sala reservada do trabalho ou da escola, ou num horário em que a casa está vazia. Combinamos o horário pensando também nisso.
Como faço o pagamento morando na Irlanda?
Quem mantém conta no Brasil paga por PIX ou transferência. Quem prefere pagar em euro pode usar a Wise, com conversão pela cotação real e taxas menores que as de um banco tradicional. O atendimento é particular, com emissão de recibo, que pode ser útil para quem tem seguro de saúde na Irlanda com cobertura de reembolso, conforme as regras do plano.
E se eu decidir voltar para o Brasil?
O acompanhamento continua sem interrupção, e a volta costuma ser um momento em que a terapia é especialmente útil. Voltar raramente é simplesmente desfazer a ida: quem volta encontra um país que mudou, amigos com outras rotinas e, muitas vezes, a sensação de não pertencer inteiramente a lugar nenhum.

Em português do Brasil, no fim do seu dia na Irlanda.

O primeiro passo é um bate-papo: deixe seu contato e seus horários disponíveis, e nós chamamos você. Sem compromisso e sem precisar organizar nada antes.

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Este site não realiza atendimento de urgência. Em caso de crise na Irlanda, ligue 112 ou 999 (emergência) ou Samaritans 116 123 (24 horas, gratuito). No Brasil: CVV 188 e SAMU 192. Alexandre Oliveira — CRP 01/27421 · Bruna Alencar — CRP 01/28939 | CRF-DF 3040.