Terapia em português do Brasil

Psicólogo brasileiro para quem mora nos Estados Unidos

O dia inteiro em inglês, a semana inteira correndo, e a sensação de que só dá para ser você mesmo de verdade nas ligações para casa — que são cada vez mais curtas, porque ninguém tem tempo.

Atendemos on-line, em português do Brasil, brasileiros que vivem em Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Nova York, Connecticut, Geórgia, Texas, Califórnia e em qualquer outro estado americano. O trabalho é feito com Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental, em horários que se encaixam no seu fuso — da costa leste à costa oeste.

Quando a vida "deu certo" e mesmo assim pesa

Para quem ficou no Brasil, morar nos Estados Unidos ainda carrega a imagem do sonho realizado. Por dentro, a experiência costuma ser outra: jornadas longas, pouca folga, distâncias que obrigam a depender do carro para tudo, uma rotina que deixa pouco espaço para encontros espontâneos. A vida funciona — e, ainda assim, falta alguma coisa que é difícil nomear.

Como a imagem de fora é de sucesso, a dificuldade tende a ficar sem lugar. Reclamar soa como ingratidão, inclusive para você mesmo. Então a conversa com a família fica no resumo, e o que pesa vai sendo empurrado para depois.

É possível estar bem-sucedido e sozinho ao mesmo tempo. Uma coisa não cancela a outra.

Um espaço terapêutico em português, com quem não faz parte da sua rede e entende de onde você vem, existe justamente para isso: para que a dificuldade possa ser dita inteira, sem precisar de justificativa.

O que costuma aparecer nas sessões de quem mora nos EUA

Nenhum desses temas significa que a mudança foi um erro. São reações previsíveis a uma transição grande — e todas melhoram quando trabalhadas.

Ritmo de trabalho sem pausa

Jornadas longas, mais de um emprego, poucas férias e a lógica de que parar é perder. O corpo aguenta por um tempo — e depois cobra em sono, irritabilidade, ansiedade e a sensação de estar sempre atrasado.

Solidão de quem vive no carro

Casa, trabalho, mercado, de carro. Pouca calçada, pouco encontro por acaso, vizinhos que mal se cumprimentam. Para quem vem de uma cultura de rua e de convivência, o isolamento chega devagar e se instala sem avisar.

Insegurança com o status migratório

Vistos, renovações, processos de green card que levam anos, mudanças de regra. Viver com o futuro dependendo de uma decisão que não é sua mantém o corpo em alerta e a vida em modo provisório.

O cansaço de viver em outra língua

Mesmo com inglês fluente, há um esforço contínuo que ninguém vê: o sotaque notado, a piada que não sai, a sensação de ser uma versão mais simples de si mesmo. No fim do dia, a energia acabou.

Carreira recomeçada

O diploma que precisa ser revalidado, a experiência que não é reconhecida, o trabalho que paga as contas mas está longe do que você fazia no Brasil. Para quem tem um padrão de autocrítica, isso vira prova de insuficiência.

A família longe — e a viagem cara

O fuso é parecido, mas a passagem pesa, e às vezes a situação documental impede a ida. Pais envelhecendo, datas perdidas, despedidas que não aconteceram. A culpa de quem foi raramente encontra onde ser dita.

Filhos americanos, pais brasileiros

A criança que prefere responder em inglês, que cresce com outras referências e outros valores. A dúvida difícil de compartilhar: quanto do que você é ainda vai chegar até ela?

Casal sob pressão

Um dos dois com o visto de trabalho, o outro dependente, sem poder trabalhar ou recomeçando do zero. Essa assimetria, quando não é nomeada, vira ressentimento. Atendemos também casais com um parceiro americano.

Por que fazer terapia em português, mesmo morando nos EUA

Falar bem inglês e sentir em inglês são coisas diferentes. A sua memória afetiva foi gravada em português: as brigas de família, o apelido de criança, o jeito como a sua mãe dizia o seu nome quando estava brava. Em outra língua, você acrescenta uma etapa de tradução entre o que sente e o que diz — e essa etapa filtra intensidade.

Há também o contexto. Um terapeuta americano vai entender as palavras, mas talvez não o peso de "eu era bolsista", da família estendida dentro de casa, ou do que significa ser o primeiro da família a sair do país. Com a gente, essa parte já está pressuposta.

Nos Estados Unidos, terapeutas que atendem em português são poucos, e a terapia costuma ser cara e depender das regras do seguro. Fazer on-line, com psicólogos brasileiros, resolve as duas coisas de uma vez.

Horários nos fusos americanos

Atendemos de segunda a sexta, das 07h às 20h no horário de Brasília. Como os Estados Unidos adotam horário de verão (do segundo domingo de março ao primeiro domingo de novembro) e o Brasil não, a diferença muda duas vezes por ano.

Fuso Nosso horário — verão americano Nosso horário — inverno americano
Leste
MA, NY, NJ, CT, FL, GA
das 6h às 19h das 5h às 18h
Central
TX, IL
das 5h às 18h das 4h às 17h
Montanha
CO, UT
das 4h às 17h das 3h às 16h
Pacífico
CA, WA, OR
das 3h às 16h das 2h às 15h

Na prática: na costa leste, as sessões costumam caber cedo, antes do trabalho, ou no fim da tarde. No centro e na costa oeste, funcionam melhor de manhã ou no horário do almoço. O horário é combinado no agendamento e mantido fixo; na virada do horário de verão, avisamos com antecedência.

Como começar

  1. 1

    Você faz um cadastro rápido

    Em Agendar bate-papo, deixe seu contato e os horários em que pode ser atendido. Não precisa escrever nem explicar nada antes.

  2. 2

    Nós entramos em contato

    Conversamos brevemente para entender o que você procura e indicar quem faz mais sentido: Alexandre atua em processos mais longos e em terapia de casal; Bruna soma à psicoterapia a formação farmacêutica, útil para quem já usa medicação.

  3. 3

    Primeira sessão por videochamada

    Você só precisa de internet estável e de um lugar reservado. No início, formalizamos o contrato terapêutico, incluindo a cláusula que rege o atendimento a quem está fora do Brasil.

Pagamento em real ou em dólar

Quem mantém conta no Brasil paga por PIX ou transferência. Quem prefere pagar em dólar pode usar a Wise, com conversão pela cotação real e taxas menores que as de um banco tradicional. O atendimento é particular, com emissão de recibo — que pode ser apresentado ao seu seguro de saúde americano para pedido de reembolso, conforme as regras do plano.

Sobre a regulamentação: o atendimento psicológico on-line é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia nas Resoluções CFP nº 11/2018 e nº 04/2020, que autorizam o atendimento a pessoas fora do território brasileiro. A relação terapêutica é regida pela legislação brasileira, o que é formalizado no contrato terapêutico.

Quem vai lhe atender

Alexandre Oliveira

Psicólogo Clínico Sênior · CRP 01/27421

Especialista em TCC e Terapia do Esquema, com mais de 15 anos de prática. Atua em processos terapêuticos mais longos e em terapia de casal — inclusive com casais separados entre os Estados Unidos e o Brasil.

Bruna Alencar

Psicóloga e Farmacêutica · CRP 01/28939 · CRF-DF 3040

Psicóloga clínica e farmacêutica, mestre e doutora em Ciências Farmacêuticas pela UnB. Conduz também a Consultoria Farmacêutica, útil para quem começou um tratamento no Brasil e precisa entender o equivalente do medicamento nos Estados Unidos.

Somos co-autores do livro Relações Respeitosas (2025), com mais de 300 avaliações cinco estrelas na Amazon Brasil. Conheça nossa trajetória completa.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Posso fazer terapia com psicólogo brasileiro morando nos Estados Unidos?
Sim. O atendimento psicológico on-line é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia nas Resoluções nº 11/2018 e nº 04/2020, que autorizam o atendimento a pessoas que estejam fora do território brasileiro. A relação terapêutica é regida pela legislação brasileira, o que é formalizado no contrato terapêutico no início do processo. Os dois psicólogos são inscritos no Conselho Regional de Psicologia e cadastrados na plataforma e-Psi do CFP.
Por que fazer terapia em português se eu falo inglês fluente?
Porque falar bem um idioma e sentir nele são coisas diferentes. A memória afetiva da infância, as brigas de família e as palavras que doeram e consolaram foram registradas em português. Em inglês, existe uma etapa de tradução entre o que você sente e o que diz, e essa etapa filtra intensidade. Além disso, um psicólogo brasileiro já conhece o contexto de onde você vem — família, cultura, expectativas — e a sessão pode ser usada inteira para o que importa.
Qual é o horário das sessões no horário americano?
Atendemos de segunda a sexta, das 07h às 20h no horário de Brasília. Durante o horário de verão americano (do segundo domingo de março ao primeiro domingo de novembro), isso corresponde a 6h–19h na costa leste, 5h–18h no fuso central, 4h–17h no fuso da montanha e 3h–16h no Pacífico. No restante do ano, uma hora a menos em cada fuso. Na costa leste, as sessões costumam caber cedo ou no fim da tarde; no centro e no oeste, de manhã ou no horário do almoço.
Terapia nos Estados Unidos é cara. Como funciona o valor e o pagamento?
O atendimento é particular. Quem mantém conta no Brasil paga por PIX ou transferência; quem prefere pagar em dólar pode usar a Wise, com conversão pela cotação real e taxas menores que as de um banco tradicional. Emitimos recibo de cada sessão, que pode ser apresentado ao seu seguro de saúde americano para pedido de reembolso, conforme as regras do plano. Os valores são informados no primeiro contato.
A insegurança com o visto ou o green card é motivo para terapia?
Pode ser. A terapia não resolve a parte jurídica, mas viver anos com o futuro dependendo de um processo mantém o corpo em estado de alerta: sono ruim, irritabilidade, dificuldade de planejar e a sensação de que a vida está suspensa. Trabalhar essa ansiedade ajuda a separar o que depende de você do que não depende, e a não deixar que a espera ocupe todo o espaço. Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional.
Vocês atendem casais brasileiros nos EUA, ou com um parceiro americano?
Sim. Atendemos casais em que os dois são brasileiros e casais em que um dos dois é brasileiro, desde que a sessão possa acontecer em português. A mudança costuma pressionar o casal de forma desigual — um tem o visto de trabalho e o outro depende dele, ou recomeçou do zero —, e essa assimetria vira ressentimento quando não é nomeada. A terapia de casal acontece com os dois na mesma videochamada, ainda que de lugares diferentes.
E se eu decidir voltar para o Brasil?
O acompanhamento continua sem interrupção, e a volta costuma ser um momento em que a terapia é especialmente útil. Quem volta encontra um país que mudou, amigos com outras rotinas e, com frequência, a sensação de não pertencer inteiramente a lugar nenhum. Esse choque cultural reverso pega muita gente de surpresa justamente porque ninguém o antecipa.

Em português do Brasil, no horário do seu estado.

O primeiro passo é um bate-papo: deixe seu contato e seus horários disponíveis, e nós chamamos você. Sem compromisso e sem precisar organizar nada antes.

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Este site não realiza atendimento de urgência. Em caso de crise nos Estados Unidos, ligue 911 (emergência) ou 988 (linha de apoio em crise e prevenção do suicídio). No Brasil: CVV 188 e SAMU 192. Alexandre Oliveira — CRP 01/27421 · Bruna Alencar — CRP 01/28939 | CRF-DF 3040.